Empresas Familiares propõem metas ambiciosas para o crescimento do PIB

Lisboa, 15 de fevereiro de 2019: O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou ontem que a economia portuguesa cresceu 2,1% em 2018, duas décimas abaixo dos 2,3% previstos. Segundo a estimativa rápida do INE quando comparado com 2017, o aumento da procura interna e do investimento não foram suficientes para contrapor o abrandamento das exportações registado em 2018.

A Associação das Empresas Familiares considera que o crescimento da economia portuguesa só se pode fazer através do crescimento significativo do Produto Interno Bruto (PIB), e aponta como meta ambiciosa o valor de 4% por ano.

“Não se trata de uma promessa, mas de um desafio que queremos colocar a todos: Governo, trabalhadores, sindicatos e claro, a nós próprios, empresários e gestores das empresas. Temos evitado este tipo de desafio, pois é mais fácil não nos comprometermos para que ninguém nos diga que falhámos”, disse Peter Villax, Presidente da Associação das Empresas Familiares.

Segundo a Associação das Empresas Familiares, é necessário mobilizar todos os agentes económicos para este grande objetivo, que obriga a um grande alinhamento de prioridades, esforços e execução. “Neste momento a nossa comunicação social está completamente dedicada à cobertura de conflitos sociais, de infraestruturas degradadas e um grande debate sobre o papel dos privados na oferta de serviços públicos – em vez de colocar pressão sobre os agentes económicos para que se produza mais e se resolvam os problemas do País,” acrescentou Peter Villax.

A Associação das Empresas Familiares já manifestou várias vezes a sua disponibilidade para participar na definição de planos e políticas de progresso que tenham por objetivo aumentar o produto e crescer os salários sem diminuir o emprego, por via da inovação empresarial, novos produtos, novos mercados e novas estratégias.

“Não podemos continuar a pensar que vamos obter resultados diferentes utilizando os mesmos métodos. Se não mudarmos, ficamos a reboque dos nossos parceiros europeus, a crescer a 1 a 2% ao ano, a continuamos a aumentar a nossa dívida. Mas não foi só o Estado que cometeu erros, nós nas empresas também os fizemos e por isso temos todos de mudar”, concluiu Peter Villax.

A Associação das Empresas Familiares defende um novo modelo de relacionamento entre governantes, trabalhadores, sindicatos e empresários, colaborando num plano de crescimento para Portugal. Como exemplo das várias medidas que serão avaliadas, a Associação das Empresas Familiares anuncia desde já três:

  1. Estabelecimento de um plano a longo prazo de crescimento económico, com objetivos estabelecidos para as empresas;
  2. Investimento nas indústrias exportadoras;
  3. Sistemas de incentivos ao sucesso – premiar as empresas que mais aumentam o emprego, as margens e o investimento.

 

Sobre a Associação das Empresas Familiares:

A Associação das Empresas Familiares (AEF) é uma associação privada, sem fins lucrativos, criada em 1998. Surge com o objetivo de promover e representar as Empresas Familiares na economia, melhorar a sua gestão e prepará-las para os desafios do futuro. A Associação tem vindo a assumir um papel de consciencialização da opinião pública para a importância das Empresas Familiares como base da economia portuguesa. Estudos recentes estimam que as empresas familiares representam 70% a 80% do tecido empresarial português. Abrangendo todos os setores de atividade e tipos de empresa: Micro, médias e grandes empresas; regionais, nacionais e multinacionais, contribuem para 50% do emprego e representam 65% do PIB nacional. No resto do mundo as EFs têm um peso ainda maior representam 70%-90% do PIB dos seus países e 50% a 80% do emprego.

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