Porque é que as Empresas Familiares são essenciais para a nossa sociedade?

Durante a pandemia as Empresas Familiares deram prova da sua resiliência e estiveram na linha da frente mantendo-se em atividade e apoiando o estado e os cidadãos. A Associação das Empresas Familiares teve um papel fundamental neste processo. Fundada em 1998, conta hoje com empresas de todas as dimensões entre os seus mais de 300 Associados.

Responsabilidade acrescida

O surgimento da Pandemia da Covid-19 foi marcante, desafiante, numa escala global nunca antes vista. De repente, e quase sem aviso, o mundo parou e ficámos retidos nas nossas casas. Mas as empresas não podiam parar, era preciso agir de forma rápida para manter a economia em movimento, e mais importante ainda, ajudar na implementação
de políticas de proteção e, depois, no desenvolvimento de vacinas e outros fármacos para fazer frente a este vírus.
No universo das Empresas Familiares, este momento foi ainda mais desafiante porque em Portugal, assim como no resto do mundo, estas empresas são a base da sociedade, e por isso o seu principal objetivo é a continuidade através das várias gerações ao invés do lucro imediato. Podemos ilustrar esta afirmação com números, só no nosso país,
estudos indicam que, entre 70 a 80% das Empresas são Empresas Familiares que representam 65% do PIB nacional e são responsáveis por 50% do emprego.

Fazer face à Pandemia, responder ao desafio de saúde publica, social e económico Desde logo o espírito de missão e entreajuda esteve. Nas primeiras horas da crise começámos a receber solicitações de Associados que queriam falar, juntar-se a outros, ajudar o país. Nos primeiros dias, a nossa ação passou por construir e difundir documentos informativos sobre que medidas deveriam as empresas adotar para protegerem os seus colaboradores da Covid-19 e continuarem a sua atividade. Outra atuação imediata foi juntar associados, neste caso empresas com capacidade produtiva para ver de que forma podiam ajudar o país. E os resultados surgiram também de imediato: a Hovione começou a fabricar álcool gel, para distribuir a hospitais e forças policiais, a Fapil iniciou o fabrico de produtos de proteção individual a larga escala, a Lusoforma e a Oli, fizeram uma parceria para produzir viseiras. Estes são apenas alguns exemplos de um momento muito rico que produziu resultados imediatos, e permitiu ajudar o país neste momento critico.
Mas era necessário estar à altura do desafio, o país e as pessoas pediam mais, a Associação das Empresas Familiares apresentou nessa altura propostas concretas aos agentes económicos e ao governo para a implementação de medidas imediatas para responder e minimizar as consequências económicas do Covid-19 na economia.

Empresas Familiares por Portugal

A 30 de março de 2020, a Associação das Empresas Familiares anunciava o lançamento da iniciativa “Empresas Familiares por Portugal”. Sob o mote “Não podemos parar!”. A campanha teve o objetivo de colocar as empresas nacionais a responder às necessidades imediatas geradas pela pandemia, em particular ao sector da saúde, para dotar
os hospitais, centros de saúde e profissionais de saúde dos materiais necessários de proteção individual.
Mais tarde, no final de abril de 2020, quando foi levantado o primeiro confinamento, existiam entre os empresários muitas dúvidas práticas: Por exemplo, como trabalhar em segurança? O que podem fazer para proteger todos os que trabalham? E assim nasce a campanha, “Erguer Portugal, trabalhar em segurança”. Para além da componente informativa, a Associação disponibilizou nesta altura uma rede de parceiros – instituições financeiras, escritórios de advogados, consultoras, entre outras – para apoiar os empresários no relançamento das suas atividades.

O desafio do dia a dia

Todo este contexto de mudança obrigou a Associação das Empresas Familiares a adaptar-se a uma nova realidade, mais do que nunca as empresas precisavam de ajuda em várias áreas.

Uma voz na Europa

Outra atuação da Associação passou por manter um contacto permanente com as congéneres europeias através da Federação Europeia das Empresas Familiares de que faz parte, e por essa via levar as preocupações das empresas à Comissão Europeia. Fruto dos contactos realizados, a 27 de abril de 2020, a Federação Europeia das Empresas
Familiares recebeu pela mão do Comissário para o Mercado Único Thierry Breton, a informação que tinha sido criada uma linha de apoio às PMEs no valor de EUR 37 mil milhões, ao abrigo do então criado Coronavirus Response Investment Initiative.

Uma NATO para a saúde

Ainda em 2020, Peter Villax, Presidente da Associação das Empresas Familiares, publica no jornal Expresso um artigo de opinião intitulado “A União Europeia precisa de uma NATO para a saúde”. Neste texto partilha a sua visão sobre a necessidade da União Europeia se organizar para responder a uma epidemia como se de um ataque a um Estado-Membro se tratasse. Defende a criação de uma organização sanitária pan-europeia para combater vírus.

A nova normalidade

O final de 2020 e o início de 2021 ficam marcados pela realização de duas importantes conferências (virtuais): A primeira aconteceu a 9 de dezembro de 2020, sob o tema “Recuperar a Nossa Economia”. Este evento contou com a presença de Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e ainda de Daniel Traça, Dean da Nova School of Business and Economics, Isabel Furtado, Presidente da COTEC e CEO TMG e ainda de Luís Magalhães, Head of Tax KPMG Portugal.
A segunda conferência aconteceu a 24 de fevereiro sob o mote: Como a Europa e Portugal vão recuperar no pós-covid? Esta conferência, contou entre outros, com a participação de João Correia Neves, Secretário de Estado da Economia, Kerstin Jorna, Diretora Geral da DG Grow da Comissão Europeia, Udo Vetter, Presidente da Federação Europeia das Empresas Familiares e Augusto… EY…
Ambas as conferências foram marcos importantes para pensar a estratégia das Empresas Familiares na Europa face aos desafios colocadas por tudo o que surgiu com a pandemia da Covid-19.

2021 mais exigente com a escalada da Pandemia

Ao contrário do que se pensava inicialmente, 2021 chegou com um agravar da situação pandémica, e consequentemente com um novo confinamento. A Associação das Empresas Familiares, manteve a linha
de atuação que teve até então, procurando por um lado dar resposta às questões mais imediatas dos seus Associados, mas também retomando – da forma possível – a sua atividade.
À data de hoje os desafios continuam, a pandemia não acabou, mas parece estar numa fase de desaceleração. Contudo, coincidentemente ou não, a esta situação excecional juntou-se outra, o conflito entre dois estados, a Rússia e a Ucrânia. Situação que está a pôr em causa anos de política das instituições europeias e de outros países. Ainda não sabemos, nem podemos adivinhar qual vai ser o desfecho, mas uma coisa é certa, uma vez mais teremos que ser fortes e as Empresas Familiares têm, uma vez mais, que marcar “presente” e estar à altura dos desafios. É por isso que são fundamentais para a nossa sociedade. Governo, instituições e sobretudo, cada um de nós, tem que estar ciente deste facto e dar o seu melhor, contributo para que estas sejam o motor de desenvolvimento e afirmação de Portugal.

Peter Villax
Presidente da Associação das Empresas Familiares

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