1. Destaques

    1. "Theory of Constraints"
      25-03-2019
      É já no dia 25 de Março que iá ter lugar "Conferências Rousseau", com o orador Aureo Villagra... [+]
    2. Participe no estudo
      31-03-2019
      Convidamo-lo a participar no survey anual da Deloitte sobre Empresas Familiares.... [+]
    3. 27 de Março de 2019
      31-03-2019
      Reserve na sua agenda o dia 27 de Março, às 16h30, em Lisboa, para o Encontro Anual e... [+]
    4. San Sebastián, Espanha, 5 a 7 de Abril de 2019
      05-04-2019
      O próximo Encuentro Nacional del Fórum Familiar irá realizar-se de 5 a 7 de Abril em... [+]
    5. “A importância de planear a sucessão da liderança e propriedade das empresas familiares, para a sua continuidade”
      11-04-2019
      O BBVA em parceria com a Associação de Empresas Familiares, tem o prazer de o(a) convidar... [+]
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  1. Noticias

    Key insights do estudo sistemas de controlo de gestão nas PMEs Portuguesas
    10-03-2015

    No âmbito da sua participação no questionário “Sistemas de Controlo de Gestão e Incentivos nas Empresas Portuguesas” pela empresa FROMM EMBALAGEM, LDA, temos o prazer de partilhar com V. Exa. os key insights do referido trabalho.

     

    Ideias chave:

    • As empresas dão maior ênfase a prioridades estratégicas de diferenciação do que a prioridades estratégicas de baixo custo. Esta ênfase na diferenciação é maior nas empresas internacionalizadas (por comparação com aquelas que apenas actuam em Portugal) e nas pequenas empresas (por comparação com as grandes).
    • A percentagem de empresas com alguma forma de internacionalização não difere significativamente entre empresas familiares e não familiares (mas é superior nas empresas que fazem parte de grupos económicos). Contudo, a forma de internacionalização utilizada difere. Empresa familiares e não familiares utilizam maioritariamente a exportação, mas as não familiares utilizam mais as formas de internacionalização mais exigentes e de risco, como filiais e joint-ventures.
    • A instabilidade percebida da envolvente externa é superior nos domínios económico e legal do que no domínio político. Empresas internacionalizadas dão maior ênfase à instabilidade da envolvente.
    • A intensidade da concorrência faz-se sentir particularmente nos preços e diversidade de produtos e serviços e não no acesso a fornecedores e recursos humanos. Esta intensidade da concorrência não difere com a internacionalização das empresas.
    • A descentralização da tomada de decisão é relativamente baixa, aumentando com a dimensão da empresa e a sua internacionalização. As empresas familiares têm uma gestão mais centralizadora.
    • A maioria das empresas enquadra-se na fase de maturidade do seu ciclo de vida. O grupo de empresas internacionalizadas têm uma maior % de empresas na fase de crescimento e renascimento e uma menor % na fase de declício (por comparação com o grupo de empresas que actua exclusivamente em Portugal).
    • A cultura organizacional das empresas participantes privilegia valores de grupo (empresas familiares) e hierárquicos (empresas não familiares).
    • A maioria das empresas têm como fontes de financiamento os fundadores e os bancos. Esta concentração de financiadores é mais acentuada nas empresas familiares do que nas não familiares (que têm muitas vezes o apoio do grupo económico). As empresas internacionalizadas têm também problemas na diversificação do financiamento (maioritariamente bancos e fundadores).
    • A performance das empresas (quer a reportada pelos participantes, quer a objectiva medida através da rendibilidade do activo) é maior nas empresas de média dimensão, nas internacionalizadas, nas não familiares e nas empresas que adotam mais sistemas de controlo de gestão. Contudo, os valores são em geral baixos (média geral da Rendibilidade do Ativo é de 0,53%).
    • Os sistemas de controlo de gestão mais utilizados são o organigrama, os sistemas de apuramento de custos, e a projecção de vendas. Ainda assim, quase 50% das empresas não utiliza estes instrumentos de gestão.
    • O número de sistemas de controlo de gestão adotados difere de acordo com a dimensão da empresa e também com a internacionalização.
    • Os incentivos (remuneração variável indexada à performance) recebidos são 15% da remuneração anual dos participantes (17% para CEOs e 18% para sócios-gerentes).
    • Se os participantes tivessem a possibilidade de escolher o valor do seu incentivo este seria 30% da remuneração anual (32% para CEOs e 35% para sócios-gerentes), ou seja, o dobro do incentivo efectivamente recebido.
    • Os incentivos são mais importantes para a motivação e satisfação dos participantes do que para a lealdade e identificação com a empresa. Participantes não envolvidos na gestão dão maior importância aos incentivos que os gestores.
    • A forma de avaliação do desempenho mais utilizada é a avaliação por parte do superior hierárquico (57% dos casos), seguida de métricas de contabilísticas – Vendas (56%) e Resultado Líquido (53%). Métricas não financeiras associadas aos clientes e às operações são usadas em 30% dos casos. Finalmente, as métricas de desempenho menos utilizadas (cerca de 20% dos casos) são os rácios  de rendibilidade (activo, investimento ou capital próprio) e o EVA.

     

    Caracterização da amostra

    Empresas

    • As empresas que participaram no estudo estão dispersas por todo o país (56% fora dos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto) e sectores de actividade (3% agricultura, pesca e recursos naturais, 32% são da indústria transformadora, 32% comércio, 7% construção, 26% outros serviços).
    • 80% são pequenas empresas (número de trabalhadores entre os 10 e os 49).
    • 68% são empresas familiares (esta percentagem sobe para 71% nas pequenas empresas).
    • 18% das empresas fazem parte de um grupo económico (33% nas médias empresas).
    • 38% das empresas têm alguma forma de internacionalização.

    Participantes

    • Os participantes têm em média 42 anos, 20 anos de experiência profissional, 18 anos de antiguidade na empresa e 13 anos de experiência no cargo. A % de mulheres é de 37%.
    • 47% dos participantes são CEOs, 29% são CFOs, 2% são sócios gerentes, 4% têm outros cargos de gestão e 18% não fazem parte da gestão.
    • 68% dos participantes têm licenciatura/bacharelato e 8% têm mestrado. Apenas 10% dos participantes têm formação inferior ao ensino secundário.
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